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13 de junho de 2014

Vereadores de Caxias do Sul debatem sobre a realização da Copa no país

Foto: CBF / Divulgação

A realização da Copa do Mundo no Brasil voltou a ser tema de debate entre os parlamentares caxienses, no plenário da Câmara Municipal de Caxias do Sul. Na sessão ordinária desta quinta-feira (12/06), o vereador Guila Sebben/PP abriu a discussão. Ele reiterou que 64 anos se passaram desde a última competição realizada no Brasil. Defendeu que a Copa do Mundo é o maior evento do planeta, onde mais de 1 bilhão de pessoas se mobiliza para acompanhar os jogos.

O progressista destacou que a Copa é uma ótima oportunidade de desenvolvimento. Porém, na ótica do parlamentar, o Brasil não soube aproveitar a chance. Guila salientou que gostaria de poder comemorar a duplicação da capacidade de todos os aeroportos e, também, a realização de todas as obras de infraestrutura prometidas, mas que não foram concluídas. Ponderou, ainda, que o serviço de telefonia e de 4G não está em funcionamento. Mencionou que diversas obras nem sequer foram iniciadas e que isenções tributárias foram concedidas para garantir a realização do evento no Brasil. Frisou que foi o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva que ofereceu o país para sediar a Copa, assinando, no seu ver, um cheque em branco.

O vereador Rodrigo Beltrão/PT considerou que grande parte da polêmica gerada em torno da realização do evento se trata de oportunismo da imprensa. Na visão do petista, a Copa é boa para todo mundo. Felipe Gremelmaier/PMDB pontuou que o evento é a oportunidade que o Brasil precisa para se vender lá fora. No entanto, na ótica dele, o país deveria ter oferecido apenas nove sedes ao invés de 12.

Daniel Guerra/PRB alertou que, na época, quando o Brasil foi apresentado como sede, os governantes garantiram que não seriam utilizados recursos públicos. Devido a isso, conforme Guerra, o povo brasileiro concordou e não se manifestou a respeito. Ele disse não ser a favor do oportunismo de corruptos, em um país que reivindica educação, saúde e segurança.

O socialista Edi Carlos Pereira de Souza defendeu a realização da Copa, porém ele se disse preocupado com a atual situação do município. Reiterou que o sistema industrial está passando por uma séria crise. Alertou que grandes empresas do município estão demitindo seus funcionários em massa. Conforme Edi Carlos, a situação tem deixado muitas famílias preocupadas.

Rodrigo Beltrão discorda que exista crise. Relatou que os trabalhadores costumam ganhar aumento real acima da inflação. O petista acredita que todo esse alarme é porque existe uma elite no Brasil que não consegue entrar nas disputas de mercado.

Mauro Pereira/PMDB pediu que o Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES) quite as dívidas com o Rio Grande do Sul. Na sua opinião, somente assim os empresários poderão pensar em sair da crise. Frisou que a General Motors (GM) concedeu férias coletivas para os funcionários e a previsão é de que 1,7 mil funcionários sejam desligados.

Henrique Silva/PCdoB declarou que não é adequado transformar a Copa do Mundo em debate político. Salientou que nenhum país do mundo está fortemente consolidado para receber um evento dessa grandeza. Reiterou que a crise no setor metalúrgico nada tem a ver com a realização da Copa do Mundo.

Virgili Costa/PDT disse não se sentir à vontade com o Brasil sediando o evento. Ponderou que os fins não justificam os meios. Ele fez críticas à declaração da filha do ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) Ricardo Teixeira. De acordo com Virgili, Joana Havelange é diretora do Comitê Organizador Local da Copa do Mundo e teria dito que tudo o que tinha para ser roubado, já teria sido (roubado). Agora, na sua avaliação, o que nos resta é torcer pelo Brasil.

Washington Cerqueira/PDT defendeu que o evento traz sim muitos benefícios para o país. Declarou que temos que aproveitar ao máximo a competição. Na opinião dele, não adianta colocar a culpa dos problemas relacionados à saúde e à educação na Copa do Mundo. "Esses problemas já existiam ainda lá em 1950. Sempre existiram", frisou Washington.

Pedro Incerti/PDT disse que o Brasil será o centro do mundo neste mês. Salientou que bilhões de pessoas estarão de olho no país.

Durante a sessão, alguns vereadores se vestiram de verde-amarelo em apoio ao Brasil. Mauro Pereira/PMDB estava de camiseta da Seleção Brasileira de Futebol. Zoraido Silva/PTB pôs na cabeça uma bandana alusiva ao país. Kiko Girardi/PT colocou uma bandeira ao lado do microfone. Já na bancada dos vereadores Denise Pessôa/PT e Rodrigo Beltrão/PT, foram expostas uma camiseta amarela e uma bandeira do Brasil. Daniel Guerra/PRB afixou um cartaz em sua mesa, externando contrariedade a políticos corruptos.

Com informações da Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Caxias do Sul

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