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24 de agosto de 2014

Atacante camaronês morre na Argélia atingido por objeto atirado da arquibancada

O camaronês Albert Ebosse morreu depois de ser atingido por um objeto atirado da arquibancada depois do seu time, JS Kabylie, ser derrotado em casa para o USM Alger. O jogador marcou o gol para os mandantes, de pênalti. Um jornal argelino relata que a torcida do JS Kabylie atirou pedras nos jogadores pela derrota e uma dela teria atingido a cabeça do atacante, que teve traumatismo craniano. O clube não confirma a informação.

O estádio foi interditado provisoriamente e foi convocada uma reunião de emergência da liga argelina de futebol (LFP) para discutir o assunto. O presidente da liga argelina, Mahfoud Kerbadj, estava no estádio e descreveu a morte de Ebosse como “uma catástrofe”. O dirigente ainda disse que Ebosse conquistou o coração de muitos argelinos e o respeito de companheiros e adversários. O camaronês foi o artilheiro do JS Kabylie na temporada 2013/14, com 17 gols. O clube é um dos maiores e mais ricos da Argélia.

“O Ministério do Interior e Governo Local, através do ministro Tayeb Belaiz, instruiu para abririnvestigação sobre as circunstâncias da morte de Albert Ebosse. O jogador do JSK sucumbiu a uma lesão na janela no fim do jogo com o USM Alger”, diz comunicado do governo local.

O USM Alger, adversário do jogo, também manifestou pesar com o incidente. “O atacante camaronês do JS Kabylie perdeu a sua vida depois de ser atingido na cabeça por algo lançado das arquibancadas”, diz a nota. “A notícia terrível é tirste para o futebol do nosso país e em Camarões chega como uma bomba horas depois do jogo com o USM Alger jogado em Tizi Ouzou”, continua o texto. “Nessas dolorosas circunstâncias, o USM Alger e seus membros mandam profundas condolências para a família do falecido e ao JS Kabylie. Que Albert Ebosse descanse em paz”.

O presidente da Confederação Africana de Futebol (CAF), Issa Hayatou, foi outro a lamentar a tragédia. “Meus pensamento vão para a família e os amigos desse jovem homem que exercia sua profissão pacificamente e perseguiu sua paixão no exterior”, disse. “O futebol africano não pode ser terreno fértil para o hooliganismo de forma alguma. Nós esperamos que punições exemplares sejam dadas contra esse grave ato de violência. A violência não tem lugar no futebol africano em particular e nos esportes em geral. Nós permanecemos resolutos e com a maior veemência a nossa determinação em erradicar todas as formas de violência e conduta anti-desportiva em estádio do continente”, disse o dirigente. Fonte

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