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sexta-feira, fevereiro 19, 2010

Sucesso na internet, Lost tem audiência baixa na TV paga

Uma das séries mais comentadas na internet (e fora dela também), Lost tem um desempenho tímido no Ibope da TV paga brasileira. Com média de 7.747 telespectadores por episódio, o programa não aparece entre os 30 seriados mais vistos no ano passado. Está atrás até de produtos já exibidos pela TV aberta, como Os Normais, da Globo, reapresentado pelo GNT.

O motivo do modesto desempenho de Lost pode estar justamente na internet. A série é provavelmente o programa mais baixado da web. Cada um de seus episódios tem mais de 60 mil downloads de legendas em português apenas no site Legendas.TV.

A concorrência com a internet fez o canal AXN mudar seu esquema de exibição. No ano passado, a quinta temporada de Lost passou aqui cinco meses depois dos Estados Unidos. Agora será diferente. A sexta temporada de Lost estreia no AXN na próxima terça, apenas uma semana após a apresentação nos EUA. O objetivo é capturar o telespectador que não tem paciência para esperar muito tempo para acompanhar o desdobramento da intrigante trama do seriado.

Ranking dos seriados mais vistos em 2009, obtido com exclusividade pelo R7, traz na liderança House, com 31.633 telespectadores por episódio, seguida por ER, Law & Order, Monk e Fringe (veja quadro).

O ranking considera apenas os telespectadores com mais de 18 anos (que é o padrão usado pelas programadoras de canais pagos para venderem seus programas no mercado publicitário). Os números são a média de todas as exibições de cada seriado durante todo o ano. Ou seja, considera reprises em horários alternativos e reapresentações de temporadas anteriores. Esses fatores favorecem House, série com uma audiência mais “adulta”, e prejudica Lost, que atrai adolescentes.

Procurado pelo blog, o canal AXN, via assessoria de imprensa, formulou as observações que seguem nos próximos parágrafos. O canal aponta “distorções” no ranking, mas não contesta seus resultados nem apresenta alternativas:

“As séries exibidas em Pay-TV são apresentadas por temporadas, normalmente uma por ano. Portanto, avaliar a média de um ano inteiro traz com certeza a temporada inédita e reprises de anos anteriores. Não traduz o desempenho da temporada atual. O ideal seria isolar apenas o período de exibição dos episódios inéditos de todas as séries e assim comparar seus desempenhos.

Para cada temporada inédita de série de Pay-TV pode existir um período diferente: algumas podem durar três meses, outras dois meses, outras quatro meses. Isso dentro da média de um ano inteiro. Sendo assim, deveria ter pesos diferentes, mas não tem! Com certeza, o ranking apresenta distorções.

Algumas séries têm um público mais específico, como mulheres, ou homens mais velhos. Comparar todas juntas pode ser “injusto”.

Os rankings do Ibope devem ser lidos com cautela e critérios: a nomenclatura dos programas de Pay-TV considera vários horários de reprise, além do horário principal/inédito, e muitas vezes esses horários são alterados e podem apresentar quantidade de exibições bem diferentes, o que pode distorcer mais uma vez os números.”


Foto: Divulgação

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