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sábado, março 13, 2010

Show da Graforréia Xilarmônica atrasa por causa de fiscalização em Caxias

A banda Pantufas do Além não conseguiu terminar a última música do show no Vagão Bar, na madrugada de sábado. O som foi desligado após a entrada da Brigada Militar e de fiscais da Secretaria do Urbanismo na casa noturna, pouco antes das 2h. A Pantufas do Além abriu o show da Graforréia Xilarmônica, que demorou cerca de 20 minutos para começar a tocar depois do tumulto.

A ação da madrugada, segundo o secretário do Urbanismo, Francisco Spiandorello, era para verificar os alvarás de funcionamento das casas noturnas. Um dos proprietários do bar, César Casara, foi informado de que a fiscalização entraria no estabelecimento por causa de uma denúncia. Ele avisou os frequentadores e pediu paciência para contornar o problema.

— Eles (fiscais e PMs) entraram, desligaram o som e subiram no camarim para revistar todo mundo. Nós queríamos conversar porque havia 300 pessoas ali para ver o show (da Graforréia), que conseguimos trazer para oferecer lazer e entretenimento. A fiscalização não precisa ser intolerante — afirmou César, após a confusão.

Para resolver a situação ainda durante a madrugada, o outro dono do bar, Marcelo Pedroso, conversou por telefone com o tenente-coronel Júlio César Marobin, comandante do 12º Batalhão de Polícia Militar.

— Ele disse apenas que a Brigada estava dando apoio para uma ação da secretaria. Eles querem dar uma resposta à sociedade (com relação à baderna), mas não veem que o problema está na rua, onde deveria haver fiscalização e policiamento — destacou Marcelo, complementando que o bar foi notificado pelos fiscais.

— Nós temos um laudo técnico que diz que os shows aqui não oferecem mais problema do que um veículo transitando na rua. Se nós estamos errados (com relação ao som), então todos (outros bares e casas noturnas) estão também. O tratamento deve ser igual para todos — disse.

O secretário explica que esse tipo de fiscalização ocorre diariamente e pode ser feita em qualquer horário.

— O que pode ter ocorrido é que a casa não tivesse autorização para esse tipo de show, de música ao vivo. Para ter música ao vivo, ela precisa respeitar os impactos ao meio ambiente, ter condições internas de não propagar a música e ter vagas para o estacionamento — explicou Spiandorello.

Fonte: Pioneiro
Foto: Juan Barbosa

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