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20 de junho de 2011

Isenção de impostos para estádio do Corinthians daria para construir 787 postos de saúde

Caso o projeto de isenção fiscal para o futuro estádio do Corinthians (o Fielzão) seja aprovado, nada menos que R$ 420 milhões deixarão de entrar nos cofres da cidade de São Paulo. O dinheiro que a administração municipal pode deixar de arrecadar bancaria a construção de 787 Unidades Básicas de Saúde (UBSs), de 420 creches ou ainda de cem escolas de ensino fundamental na capital paulista.

O cálculo para o número de UBSs foi feito com base no anúncio do Ministério da Saúde, na quinta-feira, da liberação de R$ 4,3 milhões para a construção de 17 UBSs em oito Estados. A mais cara delas, em Itaquaquecetuba, no interior de São Paulo, comporta quatro equipes de saúde da família e custa 533,33 mil.

Para o ex-secretário de Estado da Saúde de São Paulo e ex-ministro da Saúde, Adib Jatene, os R$ 420 milhões que a prefeitura pretende dar de isenção fiscal ao Fielzão “farão falta para a cidade, que sofre com a falta de médicos e unidades de saúde.” Segundo ele, a verba poderia ser usada, por exemplo, para manter 700 equipes de saúde da família durante um ano. O número também seria suficiente para aumentar a abrangência do programa, que, atualmente, cobre apenas 43% da população. "Com R$ 420 milhões dava pra colocar o programa Saúde da Família em todas as áreas de São Paulo."

Jatene cita como exemplo a situação do bairro de Brasilândia, na zona norte da cidade, que tem 418 mil pessoas. Segundo ele, existem 64 equipes na região e faltam 50 para completar o serviço médico que atende em domicílio. " Isso significaria a construção de 11 UBSs, e custaria R$ 30 milhões por ano." Fonte

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