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22 de outubro de 2011

A morte sensacionalista de Muamar Kadafi

Foto: Folha.com

A maior parte da imprensa nacional perdeu o rumo do bom senso há tempos, e a cada fato histórico, ela não consegue ou não quer, aprender com os erros. As audiências menores dos novos tempos, são reflexos do que mostram e a culpa não é apenas da internet

Na última quinta-feira, 20 de outubro, o ditador líbio Muamar Kadafi foi morte pelos rebeldes revolucionários da Líbia, em uma enrascada em Sirte, cidade natal do ditador e PONTO FINAL. A notícia entra para a história, entretanto, o que chama a atenção, além da morte do Kadafi e da cobertura do acontecimento, são as imagens fortes, que a imprensa mostra a todo instante, com um simples aviso das imagens serem pesadas.

O novo jornalismo sensacionalista, não tão novo assim, a cada dia faz refletir o rumo que a imprensa está. Muitos meios de comunicação não sabem mais o que é informar, e sim mostrar sem o menor pudor, imagens que pode amedrontar uma criança de tão perplexa ser, e a violência se tornar simplesmente normal para o ser humano, como uma troca de roupa.

Hoje no Brasil, possuem muitos órgãos da imprensa, que vivem de "sangue", e que ainda possuem a ousadia de chamarem de popular. Isso não é o papel dos meios de comunicação, e o caminho não é este, está muito na contramão e difícil de contornar.

Um morte transformada em sensacionalismo barato, mostra a credibilidade de muitos meios de comunicação, que não sabem o que estão fazendo.

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