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29 de março de 2013

Clubes se organizam pelo retorno da Copa Sul-Minas


Um almoço em Curitiba, na semana que vem, pode selar o primeiro passo na volta de mais uma competição regional ao calendário do futebol brasileiro. Depois do Nordestão, será a vez da Copa Sul-Minas.

Ainda não foi fechada uma data, mas representantes de Coritiba, Atlético-PR, Paraná e J. Malucelli tentam agendar um encontro nos próximos dias para discutir o retorno do torneio e a estratégia de abordagem com a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e as federações.

A princípio, os clubes paranaenses deixariam o estadual, reservando ao seu campeão uma vaga na Sul-Minas. A federação paranaense deverá ser procurada em breve para conversar sobre o assunto. Uma das alternativas estudadas pelos times para não enfraquecê-la seria envolvê-la com indicação de arbitragem, logística e participação na cota de TV.

Não existe ainda um acerto nesse sentido, contudo. O passo seguinte após o almoço da semana que vem será convocar os dirigentes das equipes de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Minas Gerais para o debate.

Uma ala dos cartolas defende a volta da competição sem a presença dos mineiros. O regional seria, então, rebatizado de Copa Sul. Há, no entanto, o interesse do Atlético-MG em participar do campeonato.

“A Copa Sul-Minas era muito melhor tecnicamente que os estaduais. Resta apenas saber se teria como se viabilizar financeiramente. Ela pagava quase o triplo do que os estaduais pagam hoje”, afirma o diretor de futebol do Galo, Eduardo Maluf, ao ESPN.com.br. Ele não vê o retorno do campeonato como um retrocesso no calendário.

Um dos principais entusiastas da ideia, o presidente de honra do J. Malucelli, Joel Malucelli, vem sendo o responsável por coordenar as conversas iniciais ao redor da volta do torneio.

Ele vislumbra a disputa da Copa Sul-Minas com 16 clubes, a serem indicados pelo ranking técnico da CBF, com quatro membros de cada estado. Os regionais ainda teriam, de acordo com Malucelli, uma duração mais longa do que os estaduais e não repetiriam a fórmula do Nordestão, que neste ano se desenrolou entre janeiro e março.

“Conversei com os presidentes dos clubes (paranaenses) e eles já toparam a ideia. Depois, vamos partir para os demais estados e, em seguida, para as federações”, diz. “Não queremos deixá-las (as federações) enciumadas. Teria que ter um acordo para elas não saírem perdendo e serem colocadas à parte”, prossegue.

O plano é que a Sul-Minas volte ao calendário apenas em 2015. Mas existe a possibilidade disso acontecer ainda antes, na próxima temporada.

“Precisamos estudar. Estamos sujeitos à Lei Pelé. Qualquer alteração do calendário tem que ocorrer com dois anos de antecedência. Mas, como os regionais continuariam a existir, se der tempo, poderíamos pensar para 2014”, avalia.

Segundo o presidente do Coritiba, Vilson Ribeiro de Andrade, esse é o maior obstáculo. “O ajuste de calendário seria o grande empecilho ao lado da questão de cotas financeiras. Seriam mais deslocamentos aéreos, mais hospedagens, mais jogos”, comenta. “Mas o Coritiba teria interesse na volta da Copa. Nos moldes atuais, o estadual é muito deficitário”, encerra. Fonte

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