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14 de novembro de 2014

Crise da Petrobras se aprofunda e atinge alto escalão de empreiteiras

Foto: Divulgação

A Polícia Federal começou a cumprir na manhã desta sexta-feira o que deve ser um total de 85 mandados de prisão e de busca e apreensão em cinco Estados brasileiros, mais o Distrito Federal. Trata-se da sétima etapa da Operação Lava-Jato, que investiga o desvio de recursos da Petrobras para partidos políticos.

Dessa vez, porém, o foco da operação são as empresas suspeitas de terem participado do esquema e que, segundo a PF, teriam contratos com a estatal no valor de R$ 59 bilhões.

Em nota pela manhã, a PF disse que "entre os mandados de busca, 11 estão sendo cumpridos em grandes empresas". Mais tarde, em uma entrevista coletiva, foi dito que haveria "provas robustas" contra sete empresas.

"Essas setes empresas são aquelas para as quais o material apreendido, as diligências realizadas nesses oito meses (de operação Lava-Jato), as quebras de sigilo, os depoimentos colhidos dão um material robusto para demonstrar o envolvimento delas na formação de cartel em licitações e também no desvio de recursos para corrupção de agentes públicos", disse o investigador da PF Igor Romário.

Foram detidas até momento 18 pessoas, entre elas o ex-diretor de serviços da Petrobras, Renato Duque, segundo informações de jornais brasileiros. O canal de notícias Globonews divulgou que, entre aos presos, estariam funcionários e executivos de alto escalão das empreiteiras Camargo Correa, Mendes Júnior, OAS, Engevix, Queiroz Galvão, Iesa e UTC.

Outros 9 mandatos de prisão teriam sido emitidos, segundo a PF. A Justiça também teria autorizado o bloqueio de R$ 720 milhões em ativos de 36 pessoas investigadas no esquema. A Odebrecht confirmou em nota que houve um mandato de busca e apreensão para o escritório da empresa no Rio de Janeiro.

É a primeira vez que um número tão grande de empreiteiras brasileiras é alvo de uma operação de busca e apreensão ou tem seus executivos detidos como parte de investigações de um caso de corrupção.

Entre as investigadas estariam algumas das principais doadoras de campanhas. "Essa é uma bomba, um caso que pode forçar uma redefinição no que é hoje um padrão de relacionamento nem sempre lícito entre empresas privadas, políticos e estatais no Brasil", diz Adriano Pires, do Centro Brasileiro de Infra-estrutura (CBIE).

Com informações da BBC

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