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sexta-feira, novembro 05, 2021

Prefeito e vereadores de Caxias do Sul visitam a Central de Tratamento de Resíduos


O prefeito de Caxias do Sul e os vereadores caxienses fizeram uma Visita Legislativa, na manhã desta sexta-feira (06/10), à Central de Tratamento de Resíduos (CTR) de Rincão das Flores, no distrito de Vila Seca. Eles puderam conferir a dimensão da estrutura e receberam informações sobre seu funcionamento.

A Companhia de Desenvolvimento de Caxias do Sul (Codeca) é encarregada da operação desde a inauguração do espaço, em abril de 2010, e o gerenciamento é feito pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma). 

Uma nova célula está sendo construída e terá área de 20 mil metros quadrados. A estimativa é de que o espaço seja suficiente para receber mais de 660 mil toneladas de resíduos, quantidade média do que a cidade gera em cinco anos. Por dia, são cerca de 360 toneladas, que chegam em 16 viagens feitas por quatro caminhões. Muito do que é depositado no aterro é material que poderia ser reciclado, conforme constatou-se in loco na visita desta manhã.

Outro projeto comentado pelos representantes do município com os legisladores é o de uma nova Estação de Tratamento para a Central. Essa proposta está em fase de preparação, segundo o secretário municipal do Meio Ambiente, João Osório Martins, e deve entrar em funcionamento em até seis meses. Assim, afirma o titular da Semma, poderá haver bem mais efluentes limpos. O custo deve chegar a R$ 3 milhões.

Cerca de 30 funcionários realizam o trabalho no local, em três turnos, incluindo engenheiros, operadores, motoristas, pedreiros, encanadores e auxiliares. A CTR recebe diariamente cerca de 360 toneladas de resíduos urbanos.

Monitoramentos contínuos são feitos para garantir que não ocorra impacto ambiental na área e no entorno. Análises químicas são realizadas com frequência nos poços de monitoramento (piezômetros), no efluente bruto e tratado, no solo onde ocorre o lançamento do efluente e também nas águas superficiais no entorno do aterro. Esses monitoramentos fazem parte das exigências do órgão fiscalizador estadual, que é a Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam).

Quem participou

Participaram da visita técnica os parlamentares Elisandro Fiuza/Republicanos, Gilfredo De Camillis/PSB, Marisol Santos/PSDB, Maurício Scalco/NOVO, Olmir Cadore/PSDB e Tatiane Frizzo/PSDB, além de assessores dos demais vereadores. O prefeito Adiló Didomenico/PSDB acompanhou a visita e comentou sobre a qualidade na estrutura do aterro, a ótima localização e pediu apoio da população para a correta separação dos resíduos, o que melhorará o tratamento do lixo no aterro.

A Central*

Localizada numa área de 275 hectares, mas com apenas 10 hectares de ocupação, a CTR foi preparada para garantir proteção ambiental de acordo com as exigências dos órgãos licenciadores. 

Para evitar a contaminação do solo, a área é preparada com camadas de argila compactada e membranas de polietileno de alta densidade (PEAD) que garantem a preservação do solo e do meio ambiente.

O chorume (líquido resultante da decomposição do lixo) é canalizado, tratado e descontaminado. São produzidos cerca de 6 mil litros por hora. Após passar por três etapas de tratamento: lagoas facultativas, biológico e físico-químico, o efluente é utilizado para irrigação da área do CTR, através de um sistema de aspersores, similar ao utilizado na agricultura. A destinação final dos gases gerados pelo aterro é a queima.

*Fonte: Codeca

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