Para as empresas, entre os ganhos na contratação de detentos pela indústria estão a isenção de encargos trabalhistas, a especificidade de jornada de trabalho e o efeito social ao promover a ressocialização e auxiliar o preso nesse processo – a cada três dias de trabalho, o apenado tem um a menos de pena a cumprir.
Para o vice-presidente de Relações Institucionais do Simecs, Ruben Antônio Bisi, além de uma chance de trabalho e aproveitamento produtivo do tempo, a iniciativa pode ajudar os presos na sua reintegração à sociedade. “Sabemos que muitas vezes aquele que sai do sistema prisional após ter cumprido a sua pena tem dificuldade de conseguir um emprego, justo num momento em que precisa muito. Esta é uma forma de ajudá-lo a sair com experiência e mais preparado para o mercado de trabalho. Ao fazer esta inclusão social, contribuímos para que o apenado possa sair melhor do sistema prisional do que quando entrou.”
O Sindicato quer buscar empresas para que juntos, em parceria com a Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe), planejem e tenham condições de implementar esses projetos de trabalho nas casas prisionais. O trabalho poderá ocorrer tanto nesses locais quanto nas próprias empresas contratantes, no caso de apenados do regime semiaberto.
Dentro da base territorial de atuação do Simecs, há pelo menos quatro unidades prisionais para o desenvolvimento dessas iniciativas: a Penitenciária Estadual e o Presídio Regional, em Caxias do Sul, e os Presídios Estaduais de Guaporé e Nova Prata.
A empresa que busca mais informações sobre como realizar parcerias com o sistema prisional pode entrar em contato pelo telefone (54) 3228 1855 ou pelo e-mail simecs@simecs.com.br.
Foto: Agência Brasil
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