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30 de maio de 2011

Jogadores foram atacados por abelhas em Mato Grosso do Sul

Foto: Reprodução

O enxame de abelhas que atacou os jogadores na partida entre o Corumbaense e Itaporã, pelo campeonato sul-mato-grossense de futebol neste domingo (29), foi assunto mais comentado no município do que os times que garantiram a vaga nas quartas-de-final.

A invasão das abelhas, ainda no primeiro tempo, fez com que quase todos os jogadores deitassem no gramado, uma cena estranha para torcida. “Na hora eu não estava entendendo nada do que estava acontecendo”, comenta o comerciante José Ribamar.

O estádio onde era disputado o jogo, fica bem perto do Rio Paraguai, que está localizado a uns 200 metros do local. Nesta época de cheia, o nível do rio sobe muito, e em alguns lugares, já atingiu até as copas das árvores. Segundo os pesquisadores da Embrapa, essa pode ser uma explicação para as abelhas terem deixado a colméia em busca de um lugar mais seco.

O especialista em apicultura Vanderlei Donizete Acássio explicou a possível causa do ataque. “O fato que ocasionou, pode ter sido por exemplo, essa cheia que está ocorrendo, pode ter desalojado a colônia e ela está buscando um novo local para se estabelecer” .

Dois atletas foram picados, mas segundo o pesquisador, o incidente poderia ter consequência mais graves. “Da forma que eles buscaram diminuir o ataque, foi interessante, o que se deve evitar é esmagar as abelhas, porque elas liberam uma substância que atrai outras abelhas. Então fugir do local é o melhor expediente”, acrescenta Vanderlei.

De acordo com os bombeiros, os jogadores e o trio de arbitragem agiram de forma correta. A orientação em casos assim, é fazer o mínimo de movimento possível. “O procedimento a ser adotado é como os jogadores fizeram mesmo, eles deitaram no chão”, completa o capitão Fábio Catarinelli.

Esta não foi a primeira vez que jogadores sofreram ataque de insetos, no mesmo estádio em 2005, a partida só foi retomada quando os bombeiros removeram as abelhas que estavam alojadas em uma das traves.

O árbitro daquela partida lembra que já enfrentou outros sufoco como esse. “Lá o enxame passou e eu tive que me deitar, eu acabei me deitando no meio de campo, como eu apitava de preto a marcação do cal ficou toda na camisa. Mais esses fatos que ocorreram aqui em Corumbá e em Ladário, umas duas ou três vezes”, afirma o árbitro Elvécio Zequetto. Fonte

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