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5 de outubro de 2011

Steve Jobs sofria de doença rara que atinge 1 pessoa a cada 100 mil

Foto: AFP

O fundador da Apple, Steve Jobs, morreu nesta quarta-feira, 05 de outubro, ele sofria de uma doença muito rara e agressiva de câncer pancreático.

Conforme o médico do hospital Santa Rita de Porto Alegre, Renato Salim, o tumor neuroendócrino afeta uma pessoa a cada 100 mil. Mas o caso de Jobs era ainda mais raro, já que esse tipo de câncer ocorre principalmente no pulmão e intestino, dificilmente o pâncreas.

A oncologista ex-presidente da Sociedade de Cancerologia do Rio Grande do Sul, Débora Batassini, afirma que a forma mais comum de câncer no pâncreas é o adenocarcinoma, ainda mais agressivo que o neuroendócrino. Ela explica ainda que o tumor que atingiu Jobs é sempre maligno.

Salim diz que, apesar de menos agressivo que o adenocarcinoma, o neuroendócrino "tem um tratamento mais complicado. Se a doença está mais avançado, não temos o que fazer (para curar)".

Os dois médicos concordam que o transplante de fígado ao qual o fundador da Apple foi submetido indica que já ocorria metástase do câncer. Salim, contudo, afirma que o transplante só é indicado quando é para tentar curar o paciente, e não prolongar sua vida, como aparentemente foi o caso de Jobs.

Não se sabe em que fase estava a doença quando Jobs a descobriu, já que não falava muito sobre sua vida particular. Salim diz que a sobrevida do paciente quando o câncer é descoberto em uma fase tardia costuma durar entre um e dois anos.

Débora diz que pacientes que descobrem mais cedo, quando a doença ainda é curável, podem sobreviver quatro anos, ou até mais em alguns casos. Jobs afirmava que descobriu a doença em 2004.

Com informações do Terra

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