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28 de maio de 2012

Desenho 'Cavaleiros do Zodíaco' completa 26 anos e renova com videogame em português

São 26 anos desde que uma garota de longos cabelos lilases precisou ser salva de poderosos vilões pela primeira vez. Mas isso não impediu que ela fosse, de novo, capturada. E de novo, de novo, de novo... O constante apuro de Saori em nada diminuiu a força do anime (desenho animado japonês) e do mangá (história em quadrinho nipônica) Cavaleiros do Zodíaco.

A estrutura das histórias se manteve a mesma desde quando passavam nas tardes na extinta TV Manchete, época em que mais fizeram sucesso por aqui: a mistura de mitologia grega, lutas sangrentas e raios capazes de destruir pedras. Mas a idade não atrapalhou. O cavaleiro de Pégasus Seiya e sua turma continuam com toda força.

Os cavaleiros tiveram seu cosmos reanimado no ano passado, com o lançamento do jogo para Playstation 3 Cavaleiros do Zodíaco: Batalha do Santuário no Japão, nos 25 anos desde que as histórias de Masami Kurumada chegaram à TV japonesa. Os anos passaram, mas a franquia ainda se mostra poderosa.

Em junho, o game chega aqui – o Brasil será o primeiro país da América Latina a receber o jogo – numa parceria entre a japonesa Bandai com a Sony e a Zap Games, legendado em português. Um mimo para o mercado brasileiro, ainda fã da série. "É difícil fazer um jogo de um anime com tantos fãs e atender a todos", contou o produtor japonês do game, Ryo Mito.

O analista Eduardo Vilarinho, de 30 anos, líder do fã-clube que reúne 115 mil membros ativos no site www.cavzodiaco.com.br, foi o responsável pela tradução de mais de 500 termos e nomes para o português no game, de acordo com a série clássica de 1994 da Manchete. "Foi naquela época que eu comecei a ver. Era uma febre. A diferença é que eu nunca parei", diz Vilarinho. Será por sua causa que os fãs verão o famoso "meteoro de Pégasus" no jogo.

Fãs como Vilarinho cresceram com a série. "Conheço muita gente que, como eu, continuou fã. Passou a infância, a adolescência, e segue fã agora na vida adulta. Eu, por exemplo, me tornei colecionador". Entre os itens, Vilarinho tem bonecos em miniatura, pôsteres, revistas, livros. São mil objetos no total, que ocupam todo um quarto de seu apartamento na Barra Funda. "Minha mulher fica louca, mas nós nos conhecemos por causa dos Cavaleiros do Zodíaco, então não tem problema", diz.

Ainda no Japão, um novo desenho vem sendo exibido desde abril, sob a chancela Cavaleiros do Zodíaco Ômega. O enredo se passa alguns anos depois da saga clássica, com Seiya, Shiryu, Hyoga, Shun e Ikki, quinteto que literalmente dava suas vidas para proteger Saori, a tal garota de cabelos lilases, encarnação de Atena, deusa da mitologia grega. "Estão tentando rejuvenescer a franquia", diz outro fã, Walter Neto, de 29 anos. "Mas esse novo desenho tem se mostrado mais infantil que o outro", avisa ele, que assiste aos episódios pela internet.

A ideia é renovar sempre. Quem avisa é Edi Carlos Rodrigues, diretor de marketing da JBC Editora, geradora de conteúdo do universo oriental, responsável por lançar no País três mangás da série. "Existe todo um planejamento envolvido", explica ele. Na saga clássica lançada por eles, por exemplo, Seiya e seus amigos enfrentam os 12 Cavaleiros de Ouro, soldados superpoderosos que representam os 12 signos do zodíaco.

A mesma trama do roteiro do game que vem aí. "Acreditamos que, depois de sete anos, o mangá pode ser relançado, porque há uma nova geração chegando", diz Rodrigues. E uma nova molecada descobrirá o que marmanjos de 30 e tantos anos esperam desde 1994. Fonte

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