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28 de julho de 2013

Repórteres argentinos agridem colegas brasileiros durante missa com o papa Francisco

Foto: Tomaz Silva/ABr

Quem foi cobrir o evento do Papa na Catedral do Rio de Janeiro, que aconteceu na manhã de quinta-feira, 25, não foi bem recebido por alguns jornalistas argentinos. Embora não houvesse restrição de nacionalidade e nem mesmo credenciamento, profissionais brasileiros foram barrados. A ordem era que as informações fossem exclusivas do país vizinho. Quem conta a história é a repórter do jornal O Dia, Cristina Nascimento, que foi, inclusive, agredida. "Recebi beliscões nas pernas e socos nas costas. Foi uma das situações mais humilhantes e constrangedoras".

Como a redação de O Dia fica perto do local, Cristina chegou para acompanhar o evento às 9h40. Antes de sair da redação, a profissional ligou para a organização e perguntou se havia necessidade de credenciamento ou algum tipo de pulseira para identificar a imprensa, e foi informada de que não era necessário. "Cheguei lá tinha um grupo de argentinos e profissionais brasileiros, como da TV Canção Nova. Quando foi por volta de 10h40 veio uma informação: Prioridade para jornalistas brasileiros e argentinos. Quando eles falaram isso, os argentinos começaram a falar: 'Não brasileiros. Isto é uma cobertura exclusiva dos argentinos'", explica.

Chamada Inês, uma mulher se identificou como sendo do evento e deu ordem à PM para que só argentinos entrassem. "Começaram a passar os argentinos, eu estava na frente e fiquei retrucando, falando que era absurdo. Por volta de 12h10 o PM me deixou entrar – entrei chorando, porque eu estava no meu limite". Mesmo com a autorização para acompanhar a cerimônia com o Papa Francisco, Cristina disse que brasileiros tiveram que se sentar no chão, enquanto os profissionais argentinos tinham lugar garantido no banco. "Fiquei muito surpresa, porque somos jornalistas, independentemente da nacionalidade. Fiquei assustada com a reação da mídia argentina".

Em contato com o diretor da comunicação Jornada Mundial da Juventude, Benjamin Paes, Cristina perguntou qual foi o critério de escolha. O profissional, segundo ela, não soube responder e disse que retornaria mais tarde. Até o momento, nenhum posicionamento foi passado à repórter. O Comunique-se tentou falar com o diretor. Ele solicitou que o caso fosse encaminhado por e-mail.

Pelo Facebook, o jornal O Dia falou sobre o caso. "E tem aquilo que pouca gente fica sabendo. A imprensa argentina agrediu veementemente os colegas brasileiros, hoje de manhã. Eles queriam exclusividade no evento do Papa na Catedral, quando Francisco conversaria com seus conterrâneos. Os jornalistas argentinos agrediram e tentaram impedir a entrada. Uma repórter foi jogada no chão. Baixaria argentina. Como, aliás, de costume". Fonte

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