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10 de fevereiro de 2014

Cinegrafista da Band Santiago Ilídio Andrade ferido em protesto tem morte cerebral

Foto: Agência O Globo

O cinegrafista Santiago Ilídio Andrade, ferido por um rojão em uma manifestação no centro do Rio, teve morte cerebral na manhã desta segunda-feira. A Secretaria Municipal de Saúde informou que a equipe de neurocirurgia do Hospital Municipal Souza Aguiar diagnosticou a “morte encefálica” do paciente. A divulgação foi feita a pedido da família.

Andrade foi ferido quando estava na Central do Brasil cobrindo o protesto contra o aumento da passagem na cidade do Rio. Ele passou por uma neurocirurgia na madrugada de sexta-feira. Ainda não se tem certeza sobre a origem do artefato que feriu o cinegrafista. Especialistas que analisam as imagens do momento da explosão, no entanto, não enxergam sinais de bombas de efeito moral, usadas pela polícia.

Até o momento, uma pessoa foi presa por participação na explosão que matou Andrade: o tatuador Fábio Raposo, que confessou ter encontrado o rojão no chão e passado para um homem de camisa cinza e calças jeans. O advogado Jonas Tadeu Nunes, que defende o tatuador, afirmou esta manhã que identificou o homem que disparou o rojão Nunes disse à Rádio Band News que levará a identificação à 17ª DP (São Cristóvão), que investiga o caso. O advogado afirma que a ligação entre Raposo e o responsável pela explosão é “indireta”, e que conseguiu a identificação conversando com conhecidos de seu cliente.

Ameaças - Um cinegrafista da Bandeirantes agrediu um manifestante neste domingo, no Rio de Janeiro, após ter sido ameaçado pelo rapaz de "ser o próximo", em uma referência ao profissional da emissora ferido gravemente na última quinta-feira. A confusão aconteceu durante a visita de um grupo de jovens à delegacia de São Cristovão onde está detido o tatuador Fábio Raposo, que admitiu ter passado o rojão que feriu o cinegrafista para outro manifestante.

Ao chegarem ao local para prestar solidariedade a Raposo, os manifestantes pediram para não serem filmados, mas não foram atendidos pelos cinegrafistas. Irritados, os jovens passaram a xingar os profissionais. A militante Elisa Quadros, conhecida como Sininho, chamou os jornalistas de "carniceiros", enquanto um rapaz identificado apenas como Yan afirmou: "Os próximos serão vocês". Diante da ameaça, o cinegrafista Leandro Luna, que estava a serviço da Bandeirantes, reagiu e agrediu o manifestante com sua câmera, deixando Yan com um ferimento na cabeça.

A polícia teve de intervir e levou o grupo para a delegacia para prestar depoimento. Segundo a Polícia Civil, foram registrados dois boletins de ocorrência: um em que Luna acusa Yan de ameaça e outro que apura a lesão corporal de Luna contra o manifestante. O caso será encaminhado ao Juizado Especial Criminal. Fonte

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