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13 de julho de 2014

Profissionais da imprensa são agredidos no Rio de Janeiro

Na foto, fotógrafo do Terra, Mauro Pimentel, é atingido por cacetete do PM identificado como Portilho, um dos seus agressores, durante protesto contra a realização da Copa
Foto: Mauro Pimentel / Terra

Cerca de 300 manifestantes deixaram a Praça Saens Pena com destino ao Estádio do Maracanã por volta das 14h40 (de Brasília) deste domingo. O grupo gritava palavras de ordem contra os 26 mandados de prisão temporária expedidos pela Justiça no sábado contra ativistas e pedia liberdade de manifestação. Eles foram acompanhados por um grande contigente da Polícia Militar. A duas quadras da praça, na rua Conde de Bomfim, foram impedidos de seguir. Quando voltaram, a confusão aumentou e quatro pessoas foram detidas, sendo levadas para a 21ª DP. Além disso, o fotógrafo do Terra, Mauro Pimentel, foi agredido por PMs.

Mais tarde, a polícia cercou a praça. A cada nova tentativa de saída dos manifestantes, houve mais bombas. A cavalaria da PM também foi acionada, e eles chegaram a desembainhar as espadas para dispersar os manifestantes. .

Ao menos sete pessoas ficaram feridas durante o protesto. Segundo socorristas voluntários, foi atendido um policial com dedo quebrado, um rapaz que teve um dente quebrado, um manifestante com uma lesão na costela e outro com suspeita de braço quebrado. Um fotógrafo foi ferido na barriga e nas costas com estilhaços de bomba de efeito moral.

Além deles, o fotógrafo peruano Boris Mercado, 25, que foi ao Brasil especialmente para cobrir a Copa, acabou jogado no chão por PMs ao tentar fotografar a polícia agredindo os manifestantes. Ele chegou a ser detido e foi liberado após dizer que era repórter. "É triste ver a polícia reprimir comunicadores, que são observadores, nada mais. Usam a violência como primeira ferramenta", afirmou.

Fotógrafo do Terra ferido

Mauro Pimentel, fotógrafo do Terra, foi agredido por policiais militares quando cobria a manifestação na Praça Saens Pena. Ele tentou passar uma barreira de PMs para registrar um principio de confronto quando três policiais o acertarem com cacetetes no rosto e pernas. Um deles foi identificado como Portilho. O fotógrafo foi jogado no chão e teve a máscara de gás e a lente quebradas.

Imprensa é agredida

Ao menos outros dez jornalistas que tentaram registrar os casos de violência foram agredidos. A fotógrafa freelancer Ana Carolina Fernandes, que trabalha para a Reuters, entre outros veículos, caiu no chão na correria. Segundo ela, um PM arrancou a máscara de gás dela e jogou spray de pimenta em seu rosto.

O cinegrafista Jason O'hara foi esmurrado por diversos policiais quando registrava o protesto. Oswaldo Ribeiro Filho, da inglesa Demotix, teve uma bomba de gás jogada contra o rosto.
Felipe Peçanha, da Mídia Ninja, teve a lente quebrada e disse ter sido cercado por oito PMs.

Além deles, Leo Correa, fotógrafo freelancer, e o jornalista italiano Luigi Spera também foram agredidos. Outro fotógrafo freelancer, Samuel Tosta foi atingido por estilhaços de bomba de efeito moral nas costas, enquanto Tiago Ramos, do SBT Rio, no braço.

Com informações do Terra

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