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8 de agosto de 2014

Aumenta número de pessoas com diagnóstico em HIV/Aids em Caxias do Sul

Foto: Andressa Gallo

A Prefeitura de Caxias do Sul, por meio da Secretaria Municipal da Saúde - Serviço de Infectologia, informa um aumento significativo de diagnóstico de pessoas com HIV/Aids na cidade. De acordo com o Boletim Epidemiológico HIV-Aids de 2012, o Rio Grande do Sul como um todo registrou a maior taxa de detecção do país, com 41,4 casos por 100 mil habitantes, e o Amazonas 29,2. A taxa de detecção do Brasil é de 20,2 registros da doença. Tal fato é explicável em grande parte pela maior eficácia das políticas de rastreio populacional do vírus em nosso Estado.

Em Caxias do Sul, conforme dados do Serviço de Infectologia, em 2010, 1.833 pessoas estavam cadastradas como portadores do vírus HIV. Esse número passou para 2.677 indivíduos em 2014. Conforme a coordenadora do Serviço Municipal de Infectologia, Grasiela Cemin Gabriel, a intensificação das ações de prevenção e diagnóstico do HIV realizadas em Caxias do Sul fez com que mais casos da doença fossem diagnosticados. “A ampliação da oferta desse diagnóstico oportuniza o tratamento mais precoce”, ressalta.

Dentre as estratégias do Município para aumentar o diagnóstico e reduzir a transmissão do HIV são as ações extramuros (trabalhos em empresas, campanhas e na comunidade) e, mais recentemente, a descentralização por meio de testes rápidos nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Desde 2013 as equipes das UBSs têm sido treinadas para realizar localmente o diagnóstico da infecção pelo vírus HIV por meio dos testes rápidos (coleta de sangue por punção da polpa digital). Estes, além de rastrear o vírus HIV, permitem também a identificação da sífilis e das hepatites (B e C). Até agosto de 2014, 31 UBSs estarão capacitadas para a sua realização.

Em relação ao tratamento da AIDS o Ministério da Saúde iniciou a oferta da dose tripla combinada, o chamado três em um, o novo tratamento será ofertado, em um primeiro momento, para os dois estados que possuem as maiores taxas de detecção, Rio Grande do Sul e Amazonas. O principal ganho com o novo medicamento antirretroviral está na redução do número de pacientes que deixam de dar continuidade ao tratamento. Isso porque a disponibilidade das três composições em um único comprimido facilita a ingestão, permitindo boa adesão ao tratamento e durabilidade do esquema terapêutico.

O Serviço Municipal de Infectologia presta atendimento integral e de qualidade aos usuários portadores de HIV e outras doenças infecciosas como hanseníase, tuberculose e hepatites, dentre outras, através das consultas especializadas, exames e medicamentos, contando com uma equipe de profissionais de saúde composta por médicos (infectologistas, clínicos, ginecologistas e obstetras, pediatra e pneumologista), psicólogos, assistentes sociais e enfermeiros e técnicos de enfermagem.

Além do tratamento e diagnóstico, essa equipe desenvolve ações de prevenção de doenças sexualmente transmissíveis e outras doenças infecto-contagiosas. Oferta também testagem sigilosa da infecção pelo vírus HIV aos interessados em manter a sua identidade mantida em sigilo. Funciona das 7h às 17h, junto ao CES, na rua Sinimbu, n° 2.231, 1º andar.

Saiba mais:

O HIV pode ser transmitido por meio de relações sexuais sem camisinha; compartilhamento de seringas e agulhas; durante a gravidez, parto ou amamentação, as mães infectadas pode passar o vírus para a criança; por meio de transfusão, quando o sangue estiver infectado pelo vírus HIV.

Caso a pessoa tenha sido exposta a alguma situação de risco para HIV deve aguardar dois meses para fazer o teste com resultado seguro. Caso o teste seja positivo é importante que o paciente compareça a todas as consultas e exames de acompanhamento. Além disso, deve usar preservativo em todas as relações sexuais, para evitar a transmissão do vírus ou ainda o contágio com outras doenças sexualmente transmissíveis, como hepatites B e C e sífilis.

Com informações da Assessoria de Comunicação - Secretaria da Saúde

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