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31 de janeiro de 2016

Temporal em Porto Alegre é comparável a um furacão

Fotos: Ivo Gonçalves/PMPA

A destruição registrada em Porto Alegre na sexta-feira, dia 29 de janeiro, compara-se aos danos causados por um furacão de categoria 1 (o mais leve), segundo meteorologistas do Sistema Ceic/Metroclima. Ainda de acordo com o Sistema Ceic-Metroclima, os ventos atingiram 119,5 km/h no Jardim Botânico e, pela violência e longa duração (quase uma hora), a tempestade foi uma das mais intensas das últimas décadas.

Segundo a Prefeitura da capital gaúcha, além de milhares de árvores tombadas, aconteceu o destelhamento de parte das coberturas do Colégio Estadual Júlio de Castilhos, do prédio do 1º Comando do Corpo de Bombeiros e do Ginásio Tesourinha. Os danos concentraram-se nos bairros Menino Deus, Jardim Botânico, Auxiliadora, Rio Branco e Alto Teresópolis. No mínimo 300 árvores de grande porte foram derrubadas, danificando a rede de energia e obstruindo ruas.

O temporal também causou estragos na Farmácia de Medicamentos do Estado, na Avenida Borges de Medeiros, 546. Em função da falta de energia elétrica no prédio, foram retirados do local todos os medicamentos que requerem armazenamento sob refrigeração (termolábeis).

A Secretaria Estadual da Saúde informa que, devido a essa situação, durante a manhã desta segunda-feira dia 1º, a Farmácia do Estado estará reorganizando e reabastecendo o estoque de medicamentos. Será aberta ao público às 15h. Cerca de 100 pessoas deram entrada em hospitais da capital por causa de ferimentos em decorrência do evento climático.

A Secretaria da Segurança Pública do Estado do Rio Grande do Sul informou que nesta segunda-feira, 80 apenados do regime semiaberto, sob supervisão de agentes da Susepe, vão se juntar aos esforços de desobstrução das vias.

Foto: Defesa Civil

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