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13 de fevereiro de 2011

Uma revolução na TV

Por JUCA KFOURI
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Inovadora e corajosa, a proposta do Clube dos 13 para os três próximos anos surpreende
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OS CLUBES BRASILEIROS que disputam o principal campeonato do país receberão neste ano coisa de R$ 500 milhões pelos direitos de transmissão em TV aberta, fechada, pagar-para-ver, internet e telefonia, além de placas de publicidade etc.

A proposta para os três próximos anos começa por inovar ao fazer concorrências específicas para cada meio, sem que haja mais o direito de preferência que a Globo exercia -decisão do Cade que contou com a concordância da própria Globo.

O diretor-executivo do Clube dos 13, Ataíde Gil Guerreiro, espera dobrar o faturamento dos clubes com a nova concorrência (R$ 500 milhões como lance mínimo), que será feita em envelopes fechados e auditados por empresa especializada, iniciativa do próprio dirigente para garantir absoluta transparência no processo.

A comissão de negociação do Clube dos 13, composta por Santos, Galo, Botafogo e Bahia, já recebeu os representantes da Record e da Rede TV! e receberá mais uma vez a Globo nesta quarta-feira. A decisão deve sair em 40 dias.

Comparado com os valores dos cinco maiores campeonatos europeus, nenhum deles tão disputado como o Brasileirão, a quantia recebida hoje por aqui é irrisória.

Basta dizer que, tudo somado, o Brasileirão fatura 200 milhões em direitos de TV, cinco vezes menos que o Campeonato Inglês e três vezes menos que o Francês e o Espanhol.

Guerreiro tem pautado as negociações pela independência que o caracteriza como empresário bem-sucedido e que não precisa do futebol para nada, embora revele estar entusiasmado com a perspectiva de fazer história, motivo pelo qual já bateu de frente tanto com o bispo Honorilton Gonçalves, da Record, como com Marcelo Campos Pinto, da Globo.

O primeiro fez insinuações sobre eventual armação, e o segundo argumentou com a “intangibilidade” da parceria global. Foram energicamente rechaçados por Guerreiro.

O Clube dos 13 quer fazer a geração das imagens de seu campeonato, para garantir a correta exposição dos patrocinadores de seus filiados, e quer retirar da CBF quaisquer direitos comerciais que a entidade detenha no Regulamento Geral das Competições, com o que garantirá, como faz sentido, todos os direitos sob o conteúdo que produz e a comercialização do que, de fato, lhe pertence.

Se metade der certo, será uma bela revolução.

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