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4 de agosto de 2011

Mesa redonda sobre o jornalismo esportivo é debatido em Caxias do Sul


Na noite desta quarta-feira, 03 de agosto, foi realizado no auditório do bloco E da Universidade de Caxias do Sul (UCS), um debate sobre a imprensa esportiva caxiense com a participação de jornalistas que conversaram com os alunos dos cursos de comunicação sobre o tema.

Partciparam do encontro Gabriel Izidoro (repórter do jornal Pioneiro), Rodrigo Fatturi (assessor de imprensa do Caxias) e Thiago Morão (repórter da RBS TV). O evento promovido pelo Diretório Acadêmico de Jornalismo teve o auditório lotado com a presença dos alunos de Jornalismo, Relações Públicas e Publicidade e Propaganda.

Os profissionais relataram que o jornalismo esportivo mudou e exige um formato sem ser tradicional para atrair mais público. O profissional hoje tem que ser multimídia, entender de todas áreas para não ficar pra trás.

De acordo com o repórter do jornal Pioneiro, Gabriel Izidoro, o impresso é 'pensar no além'. "É preciso a interpretação e a expressão". Ainda conforme Gabriel, no jornalismo é preciso fazer muitas amizades (fontes) com assessores e fotógrafos para ser ter um trabalho mais amplo.

Segundo Thiago Morão, no impresso e no rádio se exige mais o "furo" (informação em primeira mão), entretanto na televisão é um pouco o oposto. "Na tv tem que trazer informação diferente por causa da audiência."

O jornalista Morão cita o exemplo humorado do apresentador do Globo Esporte SP, Tiago Leifert. "O Globo Esporte está mais regionalizado, a ideia é também falar do futebol nacional e internacional com uma ótica mais local"

Conforme Rodrigo Fatturi, a assessoria é um trabalho jornalístico. "Produzem matérias, releases, escutas, clipagem. O melhor momento é trabalhar durante a partida, no local", diz.

Para Fatturi, o site de um clube é o principal veículo para a divulgação da instituição. "Hoje tem a necessidade das mídias sociais para a direta divulgação das informações."

A criatividade é fundamental para a produção dos conteúdos na televisão, salienta Thiago Morão. "O narrador do PFC, Marco de Vargas é um exemplo de profissional multimídia que sempre está informado durante a cobertura do futebol".

O repórter Gabriel Izidoro e o assessor Rodrigo Fatturi citam o narrador Gladir Azambuja da rádio Caxias AM, como exemplo local. "Ele narra, cria conteúdo para site, grava vídeo, tira foto e ainda faz ciclismo", brincam.

O Rodrigo Fatturi salienta que cada mídia é tratada de uma forma diferente por causa do tempo e pra facilitar nos veículos de comunicação. "Os jogadores uniformizados dão entrevistas 30 min. antes do treino para a TV; para o rádio os repórter que precisam analisar, as entrevistas são para depois treino. E no impresso tem a necessidade de trazer algo a mais..."

Os debatedores explicam que o futebol é extremamente conservador e há diversos espaços para a cobertura esportiva. "Tem espaços para todos ainda mais com a realização do Mundial de 2014 e as Olimpíadas de 2016 no Brasil. E as mulheres não podem ser delicadas, para não serem mal interpretadas."

Conforme o repórter do jornal Pioneiro, Gabriel Izidoro, os americanos são referências no esporte. "Devido a organização e o marketing, conseguem vender tudo."

Para Gabriel, o mercado é enorme para outros esportes, entretanto é o futebol que dá audiência. "Um dia sem a cobertura do futebol é só entregar a carteira de trabalho no dia seguinte no 'RH', diferente do vôlei, handebol, natação, ginásticas e outros esportes que o público não sente falta e não precisa da cobertura diária".

De acordo com o assessor do Caxias, Rodrigo Fatturi, o futebol é diferente de qualquer coisa, devido a paixão enraizada é viciante.

Segundo o repórter do Pioneiro, Gabriel Izidoro, o jornalismo esportivo é uma escolha específica, diferente do jornalismo geral e comenta sobre a inexistência da imparcialidade. "Imparcialidade não existe, já a isenção sim. É normal valorizar o clube e vai ser parcial por estar cobrindo."

Conforme o repórter da RBS TV Thiago Morão, as fontes mudam a cada temporada. "A dificuldade é a mesma no jornalismo geral e esportivo. O jeito mais fácil de encontrar uma informação do clube, é no outro (rival)." avisa.

Thiago Morão acredita que existe um exagero no humor para os conteúdos televisivos esportivos e justifica o porque da existência do 'novo formato'. "Um formato solto, prende a atenção do telespectador, mas que também pode atrapalhar. Falar do cabelo do jogador não é importante, mas tem audiência."

No fim da mesa redonda, os profissionais elogiaram o jornalismo esportivo de Caxias do Sul, apesar de Porto Alegre estar mais avançada.

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